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Jan 12

O incidente de Fukushima travou muito do investimento na energia nuclear, espalhando o medo um pouco por todo o mundo.


Mas a questão é que este receio NÃO é baseado em factos!

 

Estes dados foram retirados do The World Health Organization e dizem respeito ás mortes por terawatt-hora por energia produzida:

 

 

 

 

 

A título de análise, concordo bastante com o que diz Seth Godin:

 

«… é muito mais fácil amplificar os desfechos repentinos e catastróficos do que os desfechos graduais da realidade do nosso dia-a-dia. Não incluídas neste gráfico estão as mortes causadas pela instabilidade politica envolvendo zonas de extracção petrolífera, inundações e impactos ambientais ainda por medir. Todos eles desproporcionavam ainda mais este gráfico a favor da energia nuclear.


Este gráfico confunde muita gente, porque é mais uma prova do quão fácil é recear o desconhecido e aceitar os factos!»

 

 

Por: Tiago Pires

publicado por greentalks às 12:03

Olá Tiago, acho que percebo o que queres dizer e tenho a dizer que estou contigo a 100%... o nuclear é mais limpo, por incrível que pareça; tem mais rendimento; o histórico de acidentes decorridos é infinitamente inferior mas... já olhaste para as consequências quando a coisa corre mesmo mal?

O acidente nuclear não é uma coisa que aconteça e se resolva e pronto, fica ali "pendurado" no tempo durante anos a fio... os efeitos da radiação, apesar de não serem transmissíveis (como os de uma gripe) ficam contigo para o resto da tua vida, no teu ADN e por consequência passado à tua descendência. Sabes por exemplo que o tempo de semi-vida (período de tempo que demora a determinada massa do composto a decair para metade, deixando de emitir radiação) do Urânio232 é de quase 70 anos?! Repito: 70 anos! Sabias que as consequências de um acidente nuclear não se cingem ao local em que aconteceram e que, inclusivamente Portugal foi afectado (de forma muito suave) pela nuvem radioactiva originada em Chernobyll em 1986? Sabias que hoje em dia, em Portugal, ainda se faz o despiste para averiguar a existência de partículas alfa e beta na água de consumo humano?

Tanta coisa poderia ser dita sobre este assunto...

A verdade é que o nuclear é EXTREMAMENTE PERIGOSO e caso existam duvidas disso, aconselho vivamente uma visita ao ITN em Savavém!


Como deves ter reparado, relativamente a este assunto, sofro fortemente do síndrome do NIMBY... pelo que, apesar de reconhecer todos os benefícios do nuclear, continuo a achar que não vale a pena.

Um beijinho
Joana Godinho Santos a 15 de Janeiro de 2012 às 15:38

Todos nós conhecemos aquela história do sapo que salta imediatamente quando é colocado numa panela com água a ferver, ao passo que se for posto enquanto a água esta fria, deixa-se ficar até ficar cozinhado.

Isto é um pouco o que o meu post quis dizer.

A energia nuclear, assim como o petróleo e o carvão são energias que gostaria de ver substituídas por inteiro já no médio/longo prazo - cenário muito improvável. Mas estes factos dão que pensar ate que ponto o domínio do petróleo se trata de um domínio racional, pois os factos não ajudam...

Gostaria que Portugal tivesse investido numa central nuclear, como se falou muito em 2005. Isto contribuiria para reduzir a dependência do exterior, diminuir o saldo da balança de pagamentos, cumprir os compromissos de Quito e sobretudo contribuir para a criação de riqueza nacional. Ao passo que as energias renováveis, forte aposta em Portugal, apesar de poderem vir um dia a ser fontes viáveis de energia, a verdade é que o endividamento neste sector é assustador, curioso não ser um tema mencionada naquela aula da EDP que tivemos...

Finalmente, Portugal tem tantas razões para se preocupar com o nuclear hoje do que se tivesse uma central própria. Espanha teve o cuidado de colocar grande parte das suas centrais junto á nossa fronteira e perto dos nossos rios...

Entendo bem o teu ponto de vista, é o de muita gente e tem o seu ponto de verdade, porque aliás, nem sei se existe um ponto de vista verdadeiramente correcto no que toca a fontes de energias .

Mas a minha opinião é que o medo do nuclear nos cegou um pouco das consequências das energias dominantes.

Beijinho,
Tiago Pires

Tiago Pires a 16 de Janeiro de 2012 às 15:43

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