31
Jan 13

Trata-se de um video viral que já tem uns anitos, mas que continua bastante atualizado, uma vez que fala do consumismo exagerado que atualmente praticamos, assim como das suas consequências.

 

Annie Leonard defende a sustentabilidade no consumo numa perspetiva de ciclo, tal como já foi referido diversas vezes nas nossas aulas. No entanto, nunca é demais relembrar como funciona o sistema, assim como os seus inputs e outputs.

 

De acordo com Annie Leonard, a única forma que temos de evitar que este sistema continue é o de agirmos, um a um, ao simplesmente deixar de comprar coisas de que não precisamos. Parece simples, não é?

 

Preparados para ajudar a criar algo novo?

 

 

Por: Liliana Pereira

publicado por greentalks às 15:14

09
Jan 13

Olá!

 

Partindo do post da Liliana sobre os detergentes, a quem agradeço desde já, como consumidora :) e colega, aproveito para acrescentar um comentário.

 

Para verdadeiramente conseguirmos comparar os produtos, temos de comparar também os seus desempenhos. Porque, na verdade, se um detergente nos obriga a usar anti-nódoas, amaciador ou a repetir algumas lavagens para as nódoas mais difíceis, podemos ter - se pensarmos em termos de ciclo de vida - um desempenho pior do que o que teríamos com os produtos seus concorrentes.

 

Não deveríamos, na verdade, medir o desempenho dos detergentes em termos de quantidade consumida por kg de roupa lavada? Em que, naturalmente, essa informação fosse obtida através de processos devidamente certificados que assegurassem iguais características da água (por ex em termos de dureza), da roupa/nódoas, da máquina e do programa de lavagem seleccionado, já para não falar da quantidade de roupa? E depois disso, comparar os impactes associados à produção dos detergentes convencionais versus os detergentes concentrados? Acho que o desafio é mesmo esse. Pensar em toda a cadeia dos produtos…

 

Ora, parece-me que falta, a este nível, uma Entidade Central que viabilize este tipo de análises e "certifique" a comunicação das Empresas... Que muitas vezes limitam-se a dizer o que lhes interessa, sem mentirem, mas induzindo em erro os consumidores... Por fim, é importante "educar" as pessoas para que ganhem uma consciência ambiental provida de sentido crítico...

 

Com efeito, quando queremos comparar produtos, uma das primeiras decisões a tomar é aquilo a que nos Estudos de Avaliação de Ciclo de Vida chamamos Unidade Funcional. O que vamos comparar? Por exemplo, nos combustíveis: importa que comparemos o preço por litro ou o preço por km percorrido …? Mas, o que nos interessa o preço por litro se um litro do combustível A faz 10 km e do combustível B 15 km? Ou se o combustível A causa danos a médio prazo no veículo?

 

Na verdade, esta questão não é mais do que um excelente exemplo da importância das métricas na avaliação dos produtos. Como responsável de Comunicação e Reporting de Ambiente de uma grande Empresa, deparo-me muitas vezes com a dificuldade em traduzir em números alguns factos.

Em linha com este desabafo, aproveito para partilhar convosco um interessante artigo, esperando que não o julguem contra-producente, mas como um convite a sermos todos mais críticos:

 

Por Margarida Boavida Ferreira

 

publicado por greentalks às 20:02

10
Mar 12

Ellen MacArthur foi velejadora profissional e, em 2005 quebrou o recorde mundial da volta em mundo. No barco, tinha de fazer de fazer a gestão de recursos para que estes durassem até ao fim da viagem... Daí, extrapolou esse pensamento para o resto do planeta. criando a Fundação Ellen MacArthur em 2010 que se dedica a pensar em soluções para um futuro sustentável que não passa apenas tecnologia, mas também criatividade. Por exemplo talvez no futuro o conceito de frigorífico terá um novo significado: os elementos valiosos serão propriedade da empresa produtora e esta recolherá o mesmo no fim do ciclo de vida e entregando um novo, reutilizando assim os matérias num frigorífico novo.

 

 

Por Daniel Souza

 

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Dame_Ellen_MacArthur

http://www.ellenmacarthurfoundation.org/

publicado por greentalks às 23:24

01
Fev 12

Corria o ano de 1999 em que a Ford optou por obter a certificação Cradle-to-cradle em Michigan, Estados Unidos na sua unidade fabril de 5,5 hectares – durante o projeto foi concebido um telhado verde que assim absorvia e conduzia as águas da chuva, desenvolveu-se a fotoremediação que consistia em plantar espécies que decompunham componentes tóxicos decorrentes do processo fabril e, por fim, o bem-estar dos trabalhadores foi tido em conta uma vez que passou a haver luz natural dentro da fábrica.


Agora a Ford traz o conceito para a Europa onde, nas suas fábricas pretende reduzir a produção de resíduos em 70% e a água em 30% nos próximos cinco anos contribuindo assim para uma produção mais verde onde certamente será utilizado o know-how adquirido em Michigan, optimizando assim as fábricas na Bélgica, Espanha, Alemanha e mais três no Reino Unido traduzindo-se em poupanças anuais na ordem dos €2,3 milhões. 

 

Fontes:

Diário Económico, Ford anuncia plano de cinco anos para tornar fábricas europeias mais ecológicas, p 27, 31 Janeiro 2012

http://www.ionline.pt/mundo/ford-anuncia-plano-cinco-anos-fabricas-verdes

http://www.mcdonough.com/writings/restoring_industrial.htm   

 

Por Daniel Souza

 

 

 

 

 

publicado por greentalks às 01:15

16
Jan 12

Andava eu a passear por este universo fantástico que é a internet quando me deparei com... isto:

 

Solar Decathlon!!!


E no que consiste o Solar Decathlon? – pergunta o caro leitor.


Ao que eu respondo:
- Não, não se trata de uma qualquer prova maluca de cariz desportivo...=)

 

O Solar Decathlon consiste basicamente num desafio internacional lançado a universidades no sentido de apelar à investigação e desenvolvimento de casas energeticamente eficientes. Pretende-se que as equipas participantes concebam e construam uma casa baseada nas seguintes premissas:

 

  • Preço de construção acessível;
  • Dispêndio da menor quantidade possível de recursos naturais;
  • Produção da menor quantidade possível de resíduos no decorrer do seu ciclo de vida;
  • Redução de consumo de energia a valores minimos e, last but not the least, toda a energia necessária ao seu bom funcionamento tem de ser obrigatoriamente de origem solar.


Coisa fácil não é?! =)


E se eu vos disser que além destes pequenos pormenores, a casa terá de ser fisicamente construída na sua totalidade em 10 dias (daí o “decathlon”) no local onde se irá realizar a prova?! Ah pois é! Estes senhores não brincam em serviço!


Historicamente, este desafio foi lançado pela primeira vez nos Estados Unidos em 2002 pelo U.S. Department of Energy. Em 2010, e no seguimento da participação da Universidad Politécnica de Madrid nas várias edições do concurso, foram celebrados acordos governamentais entre os EUA e Espanha que permitiram a concretização deste concurso em solo europeu: Solar Decathlon Europe. Acordos semelhantes levaram à criação do Solar Decathlon China.
A edição de 2012 conta com a participação de diversos países, entre os quais, o nosso caríssimo “rectângulo à beira-mar plantado”. Sendo que as cores da selecção serão defendidas pela equipa da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (Vai uma onda à FAUP?! Owwwooooo!!)

Apesar de ter procurado de forma intensa, não consegui encontrar um vídeo que apresentasse o projecto de Portugal... =(

Mas, fear not! Deixo-vos aqui a apresentação de um outro projecto que também está a concurso e pelo qual tenho um carinho especial, o PRISPA da Universitatea de Arhitectură şi Urbanism Ion Mincu.


Tcharan:

 

Até breve.

 

Joana Godinho Santos

publicado por greentalks às 21:01

15
Jan 12

A mudança de comportamentos é um processo demorado, que necessita de um grande envolvimento. Despertar consciências é uma tarefa difícil, mas cabe a cada um de nó actuar enquanto"opinion maker". Fazer as pessoas entenderem o que têm a ganhar ao agirem de forma consciente e sustentável.

 

Apesar de o vídeo não ser muito recente, o tema continua a estar na ordem do dia. Será que o consumidor tem noção do impacte que tem no planeta apenas por beber um galão de manhã?

 

A WWF apresenta um video sobre uma nova perspectiva do consumidor entender de que forma a sua mudança de comportamentos pode fazer a diferença, não só do ponto de vista ambiental, mas também na melhoria da qualidade de vida das populações que integram o ciclo de vida de cada produto/ serviço.

 

 

E nós, de que forma contribuimos para alargar o espectro de consumidores sustentáveis?

 

Acho que este blog tem sido um excelente exemplo e tem demonstrado o interesse, entusiasmo e crença que temos nestes temas.

 

 

Por Adriana Jacinto

publicado por greentalks às 22:27

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