20
Fev 12

 

 

Os biocombustíveis também emitem carbono como se pode ver em cima e alguns como o feijão de soja, o óleo de canola e palma até são mais poluentes que o petróleo.

 

Existem, tal como nas redes dos telemóveis, as gerações dos biocombustíveis que, mais uma vez como os telemóveis já vão no 4G e que vão evoluindo no sentido de deixar de usar culturas que podiam servir para consumo humano até deixar de usar terra arável.

 

Em cima refere-se aos biocombustíveis 2G - que recorrem a terra aráveis com produções que não servem para consumo humano ou então culturas não alimentares e resíduos e portanto não recorrem à terra.

 

* escrito de acordo com o novo acordo ortográfico *

 

Por Daniel Souza

 

Fontes

Palm oil biodiesel 'worse than crude oil', Guardian weekly, 10.02.2012

http://www.biofuelsdigest.com/bdigest/2010/05/18/3g-4g-a-taxonomy-for-far-out-%E2%80%94-but-not-far-away-%E2%80%94-biofuels/

 

Imagem

http://www.flickr.com/photos/82862943@N00/1437039764/sizes/l/in/photostream/

publicado por greentalks às 01:15

30
Jan 12

 

 

O fluxo comercial mundial é bastante penoso para o ambiente pois do local de produção até ao consumo podem-se passar milhares

 

 de quilómetros: por exemplo encontrar maçãs neo-zelandesas no supermercado português ou… encontrar pêra-rocha no mercado britânico ou… o monitor onde está a ler estas letras terá vindo de um país asiático? Com muita probabilidade sim.

 

Antigamente, a banana não teria pegada ecológica pois era comida no local de produção, hoje o cenário mudou – 480g de CO2e por kg (1), bem mais do que os 21g de um café(2). Para transportar as materias em torno do globo, os agentes comerciais usam um mix de transportes: o transporte aéreo para produtos perecíveis, o transporte marítimo para produtos mais duráveis, o ferroviário para transportar, por exemplo, automóveis e o rodoviário para transportar animais.

 

No entanto, testes efetuados por uma das maiores transportadoras mundiais – a MAERSK revela resultados encorajadores em que é utilizado combustível baseado em algas e que ao contrário dos agrocombustíveis não utiliza matéria que poderia ser utilizada como alimento.

 

Um dos grandes entraves à massificação deste paradigma, prende-se com um dos pilares onde assentam os produtos verdes – a falta de economia de escala e que é bastante necessária – pois o combustível marítimo é dos mais poluentes e, por outro lado o crescente aumento do petróleo poderá despoletar uma maior procura por este tipo de soluções.

 

Será por aqui o caminho para as frotas verdes?

 

Baseado no artigo

Cargo boat and US navy ship powered by algal oil in marine fuel trials, Guardian, 13 Janeiro 2012 disponivel aqui


Fontes
 

(1) http://www.guardian.co.uk/environment/green-living-blog/2010/jul/01/carbon-footprint-banana

(2) http://www.guardian.co.uk/environment/green-living-blog/2010/jun/17/carbon-footprint-of-tea-coffee

 

Créditos da imagem

Amêndoas from flickr

 

Por Daniel Souza

publicado por greentalks às 01:09

10
Jan 12

Pegando na deixa da Rita, continuemos pela cozinha e, ao hambúrguer, complemente-se com a bebida visto que, por Portugal bom vinho se faz.

Sendo assim, como se enquadra a sustentabilidade num copo? Por um lado é importante considerar os pesticidas e herbicidas derivados do petróleo e que são aplicados nas uvas e, tal como noutras culturas, priva a vida de florescer no solo bem como dificulta a retenção de nutrientes. A somar a isto, há ainda a erosão do solo, a inexistência de rotatividade nas culturas que torna o solo infértil, o transporte do vinho de um lado para outro do planeta e os barris que são feitos com madeira derivada do carvalho.

 

Somando tudo isto, a The Association of Wine Economists estima que, no global, a pegada carbónica vinícola se situe nos 5.3 milhões de toneladas de CO2 (como comparação, metade da frota de aviões regionais dos EUA, emitiram cerca de 8 milhões de toneladas carbónicas em 2010 (1))

 

"A pegada ecológica da Greenbottle é 10% das garrafas tradicionais"

 

No entanto, há formas de reduzir o impacto carbónico desta bebida, por exemplo no Reino Unido foi anunciada a garrafa de papel (Greenbottle) cuja pegada carbónica é 10% das garrafas tradicionais (2), sendo assim, é biodegradável e mais leve – num mundo onde se consomem 20 mil milhões de garrafas anualmente (3), o peso da garrafa, acaba por ter um impacto considerável no transporte das mesmas. Por fim, mesmo a pequena rolha pode ter um grande impacto: as rolhas de plástico e de alumínio, tem uma pegada carbónica 10 e 26 vezes, respetivamente, superior às rolhas de cortiça (4)

 

Quem diria que o vinho poderá ser ainda mais verde do que o verde que se vê na garrafa?

 

Daniel Souza

 

Baseado no artigo

Wine: how green is your glass?, The Ecologist, 21 December 2011, disponível em http://www.theecologist.org/green_green_living/food_and_drink/1171258/wine_how_green_is_your_glass.html

 

Referências

(1)   http://www.greenaironline.com/news.php?viewStory=841

(2)   http://www.dailymail.co.uk/news/article-2061183/Raise-glass-environmentally-friendly-paper-wine-bottle.html

(3)   (4) http://en.wikipedia.org/wiki/Cork_(material)

 

 

Créditos da imagem

Tom Ba from Flickr

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por greentalks às 01:01

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