06
Fev 12

Neste últimos meses, por motivos profissionais, tenho-me dedicado ao estudo e pesquisa de casos de inovação social
utilizando práticas sustentáveis. Daí os meus post parecerem todos iguais... e estar com um feitio parecido com o da Mafaldinha do Quino Eh... eh... eh...

Desde a nossa última aula de Inovação e Produtos Sustentáveis que me ando a questionar como em locais sub-desenvolvidos, em guerra ou vítimas de catástrofes naturais as populações, que sobrevivem, purificam a água no meio do nada ou do caos. Em conversa posterior com um dos membros “Os amigos de Inharrime – Moçambique” http://amigosinharrime.blogspot.com/, em Portugal, foi-me explicado que ou fervem a água ou utilizam produtos naturais locais. Fiquei esclarecida!

 

Nós, população dos países ocidentais, estamos dotados de ferramentas tecnológicas que nos permitem resolver essa questão de modo high
tech, com  muito código binário à mistura, sofisticação, design, complicação, pessoas e dinheiro à mistura. Já estamos tão “costumizados” nesses processos de inovação que o modelo quase faz parte do nosso código genético.

 

Mas se reverem o vídeo abaixo vão reparar que se fala de “Equilibrio” como chave para resolver algumas das questões colocadas pelo aumento da população mundial e pelo paradigma do desenvolvimento sustentável. E quilibrio, neste caso, significa também todos terem acesso ao mesmo tipo de condições básicas de vida e desenvolvimento pessoal e social.

 

 

Sabemos que se toda a humanidade começasse a produzir como nós, na europa, o planeta não conseguia responder à demanda da
humanidade. É isso que andamos todos a aprender… Então voltando ao inicio…

 

Todos nós já vimos imagens de campos de refugiados na televisão. Todos nós lamentamos o grau de precariedade de vida das pessoas que lá estão a tentar sobreviver. Lembram-se por exemplo do tsunami do Natal de 2004?!...

 

A quem se dedique a achar soluções inovadoras e sustentáveis para resolver ou minorar a degradação de vida dos refugiados de modo eficiente e rápido. Porque numa catástrofe natural ou num conflito armado, a rapidez com que se dá apoio à população é uma das chaves do sucesso das operações. (também já vimos isso na TV, certo?)

 

Nader Khalili era um arquiteto e humanista americo-iraniano (faleceu em 2008) que também via televisão e pensou fazer alguma coisa. E, dentro daquilo que eram as suas capacidades profissionais, arranjou uma forma inovadora, sustentável, barata, fácil, acolhedora e rápida de resolver o problema de falta de abrigo nos campos de refugiados: casas em super adobe!

 

O seu projecto é apresentado no site CAL EARTH - http://calearth.org/ e deixo aqui um vídeo que explica o proceso de construção em SUPER Adobe...

...em 14 línguas...

 

Cristina Sofia Ferreira

publicado por greentalks às 12:01

A Nissan lançou esta campanha para o seu Nissan Leaf - carro 100% eléctrico - através da agência TBWA, EUA.

 

Mas o "zero" de emissões não verídico. Apesar de ser um carro eléctrico, a electricidade também tem as suas fontes de energia...mas sempre é melhor que nada - "...because zero is worth more than nothing".

 

 

Tiago Pires

publicado por greentalks às 11:20

05
Fev 12

O que vos trago é mais um exemplo de como tentar diminuir algum do impacto ambiental criado pelo consumo excessivo.

 

Trata-se de uns tenis produzidos pela New Balance. Estes são produzidos através do reaproveitamento de garrafas de plástico. Estas são cortadas, aquecidas e moldadas de tal forma que cria uma fibra resistente, mas também bastante versátil. Esta tecnologia denomina-se de Eco-fi e consegue melhores propriedades que o algodão e a lã.

 

Todo o processo de produção teve ser alterado, dado que o processo produtivo não utiliza exactamente os mesmos equipamentos, as mesmas agulhas de costura, entre outras coisas.

 

Tal como nos tenis NewSky, esta tecnologia já está a ser utilizada no fabrico de tapetes e interiores de algumas marcas de carros mais alerta para esta temática.

 

 

 

Com este tipo de acção a NewBalance consiguiu criar um produto que tem como objectivo o seu impacte ambiental, dado que nos processos comuns de tenis são utilizados materiais não renováveis, como por exemplo o petroleo para a borracha, ou couros de animais para os tecidos.

 

 

Além disso incentivam os seus consumidores a doar os seus tenis em sitios providos pela NewBalance quando já não os usarem mais. Desta forma tentam fechar o ciclo do produto e assim reaproveitar os tenis para posteriores utilizações.

 

 

 

 

Vejam o video em:

 

http://www.youtube.com/watch?v=TBVnXBNUswo&feature=email

 

 

Fontes:

http://www.newbalance.com/wellness/newsky/recycled-material-and-the-newsky-shoe/

 

http://www.vidasustentavel.net/reciclagem/newsky-o-eco-tenis-sustentavel-feito-de-pet/

 

 

Patrícia Oliveira

 

 

 

publicado por greentalks às 16:55

04
Fev 12

O projecto pure DKNY, começou há dois anos e é desenvolvido em parceria com a organização humanitária CARE. Esta parceria começou por contribuir para o combate à pobreza no Uganda, quando a baunilha daquele país foi escolhida para ingrediente principal do primeiro pureDKNY.

 

Ao escolher a Baunilha do Uganda para ingrediente do seu novo aroma, DKNY ajudou muitas mulheres e famílias daquele país a saírem da pobreza. Com este projecto foi possível dar formação a agricultores de baunilha no Uganda, através do programa de microfinanciamento e empréstimos da CARE. E, ao comprar aquela matéria-prima a agricultores locais, a maioria dos quais mulher, a marca deu um passo importante para assegurar a produção de baunilha a longo prazo, ou seja, uma cultura sustentável.

 

Neste perfume as embalagens são feitas com materiais 100% recicláveis. O cartão impresso utiliza tintas que contêm quantidades baixas de compostos voláteis e utiliza materiais de fornecedores florestais certificados.

 

A história continua, agora com o lançamento do novo perfume DKNY Verbena. Desta vez, o ingrediente principal do perfume é a Verbena do Togo, um dos países mais pobres do mundo, onde será dada continuidade a este projecto. 

 

Aqui está o video onde este processo é explicado:

 

Fonte: http://briefing.pt/marketing/15032-puredkny-um-perfume-com-consciencia.html

 

http://www.puredknyfragrances.com/pt/

http://www.care.org/about/index.asp

 

 

 

 

Por Vera Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por greentalks às 23:29
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greenwashing

 

Um dos grandes desafios para as marcas tem sido a percepção versus realidade que os consumidores têm dos seus produtos/ serviços. Este desafio torna-se ainda maior quando a sustentabilidade é a base da sua diferenciação.

A razão é simples, não se pode prometer ao consumidor algo não se pode oferecer. Só demonstrando através do alinhamento dos valores, da marca e das acções é possível tornar credível a mensagem.

Poderia aqui enumerar diversos exemplos de marcas de produtos/ serviços que não
apresentam um verdadeiro alinhamento com a sustentabilidade. Mas estaremos a falar de verdadeiro Greenwashing, ou de marcas que estão ainda a definir o seu percurso? Quero acreditar que muitas delas estão a fazer o seu caminho de aprendizagem no complexo “território” que é a sustentabilidade.

Mas que riscos corre uma empresa, quando pisa a fronteira quer seja por inexperiência quer por práticas de greenwashing?

Alguns riscos podem mesmo colocar em causa a continuidade do negócio. Senão vejamos:
Uma empresa apresenta uma extraordinária campanha sobre um produto que o consumidor percepciona como “verde”.
Ao aperceber-se que a marca não tem práticas ambientais integradas no seu processo e na sua cadeia de abastecimento continuará a comprar o seu produto, ou sentir-se-á enganado? Que acontecerá à reputação da marca?

 

Na realidade, o grande desafio das marcas será conseguir gerir o equilíbrio entre a percepção e a realidade na forma como comunica e age perante o consumidor.

Vou deixar a explicação dos 7 pecados do greenwashing para a nossa próxima aula.

1. Atributos omitidos

2. Falta de provas

3. Promessa vaga

4. Irrelevância

5. Mentira

6. Duas "faces"

7. Falsos rótulos

 

Adriana Jacinto

http://www.openforum.com/idea-hub/topics/the-world/article/5-mistakes-businesses-make-trying-to-go-green-jill-fehrenbacher

http://www.greenroofs.com/content/The-Six-Sins-of-Greenwashing.htm

http://sinsofgreenwashing.org/solutions/marketers-guide/

publicado por greentalks às 18:35

Hoje em dia a maior dificuldade das inicitiavas das empresas prende-se com a comunicação. Quando se pretende comunicar ao cliente que o seu produto resulta de facto resultado de uma actividade e estratégia sustentável, é fundamental que o consumidor tenha confiança na informação transmitida.

 

O que vos trago aqui não é nada de verde, ainda, mas creio que seria uma optima forma das empresas conseguirem informar os seus clientes tendo em conta o nivel de detalhe que os consumidores pretendessem ter.

Este tipo de tecnologia denomina-se de Point&Know, onde quem tem o programa de identificação de artigos, pode apontar e saber o que quiser desse produto.

 

As empresas que se pretenem destacar das outras através da forma de produção sustentável e comércio justo, poderiam utilizar tecnologia deste tipo para conseguir introduzir os seus produtos e respectivas características em base de dados. Esta acção teria como objectivo proporcionar maior informação fidedigna no acto de uma potencial compra.

 

Acrescenta-se ainda o facto de segundo a TrendWatching revelar uma nova tendencia de POINT&KNOW&BUY. Onde automaticamente a pessoa acedia à informação de produtos e conseguiria comprar caso ficasse convencido pela descrição do artigo "apontado".

 

Penso que este seja um campo a explorar, dado que uma das maiores razões para as pessoas não comprarem os produtos verdes, para além de poder de compra, relaciona-se com a falta de informação clara e acessivel dos produtos.

 

Deixo-vos o link onde podem consultar alguns dos Point&Know de algumas empresas e produtos.

 

http://www.trendwatching.com/pt/trends/12trends2012/?pointknow

 

Patrícia Oliveira

 

publicado por greentalks às 16:38

03
Fev 12

Num movimento sem precedentes na indústria automobilística, a Chevrolet está prestes colocando etiquetas de impacto ambiental em alguns dos seus veículos a partir de 2012 e continuando com sua linha completa de modelos 2013. Os novos rótulos Ecologic irá fornecer informações aos clientes sobre as características dos veículos 'verdes - incluindo o seu impacto ambiental relacionado com as emissões de fábricas,  redução de resíduos,  economia de combustível tecnologias e uso de fontes alternativas de energia. , A fim de certificar-se os adesivos são verdadeiras para a realidade de iniciativas verdes Chevy, eles serão auditados por uma empresa de sustentabilidade « Two Tomorrows ».

 

 

 

Será este inicio do futuro etiquetado verde?  

 

By David Fonseca

 

 

publicado por greentalks às 14:29

 

O incentivo à mobilidade verde está cada vez a ter mais impacto nas grandes cidades. Alguns paises parece que já começam a acordar para esta realidade, vendo que o incentivo ao uso destes meios de transporte é uma mais valia transversal a todos os cidadão. A França vai adotar um incentivo para ciclistas que já está implementado na Bélgica.

Os trabalhadores que usarem a bicicleta como meio de transporte vão ter incentivo monetário. Os valores para França ainda são desconhecidos mas na Bélgica é de €0,21 por quilômetro pedalado.

Todas as empresas que usem estes incentivos para os seus colaboradores recebem isenções do Estado.

 

Essa ação está inserida num plano francês para aumentar a mobilidade no país. Outras ações estão previstas como permitir que os ciclistas avancem o semáforo vermelho quando virarem à direita, construir mais ciclovias e marcar as bicicletas com um código para combater os roubos e construir mais ciclovias.

 

Para quando incentivos destes nas empresas e governo nacionais?

Reduções de defice externo, reduções factura da saúde, melhoria qualidade vida.

 

By David Fonseca

publicado por greentalks às 13:36

Bom dia! Aparentemente, e fazendo uma resposta ao meu próprio post de ontem, os nossos decisores politicos acordaram em fazer uma revisão à actual Lei de Bases do Ambiente, incluindo agora os conceitos de Desenvolvimento Sustentável, Biodiversidade e Clima. O Executivo chegou à conclusão que uma lei com 25 anos (data de 1987) está desactualizada - talvez a "crise" sirva para repensar alguns dos paradigmas vigentes na economia portuguesa, alterando substancialmente a nossa abordagem ao futuro e a nossa relação com os (escassos) recursos naturais que possuímos. Vejam as noticias relacionadas!

 

António Tiago Silva.

 

Comissão Parlamentar Ambiente 

 

Fonte:

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1531899

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1531596

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1531718

http://www.parlamento.pt/sites/com/XIILeg/11CAOTPL/Paginas/default.aspx

publicado por greentalks às 09:23

No dia 15 de Fevereiro realiza-se um Seminário sobre Responsabilidade Social das Empresas em Tempo de Crise.

 

Organizado pela AITECOEIRAS, em parceria com a Câmara Municipal de Oeiras e a Fundação Calouste Gulbenkian, o objectivo é divulgar boas práticas empresariais em áreas como a saúde, a educação, a cultura e o ambiente.

 

Local: Centro de Congressos do Taguspark, pequeno auditório

 

O evento vai decorrer das 9h45 às 12h30 e os interessados poderão consultar aqui o programa.

 

 

 

fonte:

http://taguspark.com/index.php?option=com_content&view=article&id=378%3Aseminario-responsabilidade-social-das-empresas-em-tempo-de-crise-no-taguspark&catid=52%3Aeventos&Itemid=100170&lang=pt

 

 

Bárbara Pais

publicado por greentalks às 01:34

02
Fev 12

O sucessor do Our Common Future, o Relatório Brundtland de 1987, que se tornou o texto de referência sobre o desenvolvimento sustentável, que estava a ser preparado à mais de um ano foi finalmente divulgado.

Este relatório demonstra, que, já estamos a exceder a capacidade da Terra, em 2030 vamos precisar de 50 por cento mais alimentos, 45 por cento mais energia e 30 por cento mais água do que aquela que consumimos hoje. O apelo do relatório para o consumo responsável e gestão sustentável dos recursos, pede aos líderes políticos para criarem as condições que permitam a "Revolução Verde do século 21.

O relatório de Sustentabilidade Global centra-se num conjunto de medidas essenciais:

- incorporar os custos sociais e ambientais na regulação dos preços das mercadorias;
- eliminar subsídios contraproducentes (subsídios aos combustíveis fósseis principalmente);
- apela a que as empresas trabalhem com governos e agências internacionais por forma a reportarem anualmente as práticas ambientais
- estabelecer um Índice, ou um conjunto de indicadores, de Desenvolvimento Sustentável "para além do PIB", a serem desenvolvidos até 2014

 

Deixo-vos o link para mais pormenores http://www.un.org/gsp/sites/default/files/attachments/GSPReport_unformatted_30Jan.pdf

 

Fonte: Naturlink.sapo.pt

 

Por: Paulo Cardoso

publicado por greentalks às 18:05

Tenho vindo a constatar nos últimos tempos alguma resistência à comercialização de automóveis elétricos: ou porque esteticamente não correspondem às noções de design convencionais, ou porque não têm autonomia suficiente, ou porque são muito caros ou porque não oferecem comodidade. As razões são muitas e os intervenientes, infelizmente, parecem não perceber (ou aceitar) que a introdução desta “nova” tecnologia – embora datem de 1904 – passará sempre por um período de invenção, crescimento e reinvenção. Assim aconteceu com tantas tecnologias, assim também será com os automóveis elétricos. E ainda bem.

 

Mas não foram apenas razões de ignorância. Em 1990, a General Motors criou o EV, de electric vehicle, um automóvel verdadeiramente eficiente, recarregável e ecológico. No entanto, a pressão dos lobbys que vão desde as petrolíferas até aos construtores de automóveis (que viam naquele carro menos revisões periódicas e menos peças) e passando pela inércia dos consumidores menos conscientes, levaram ao seu descontinuamento. Sobre isto por favor vejam o documentário Who Killed the Electric Car?

 

Podemos então aprender com os erros do passado e exercer um lobby civil responsável?

 

Depois daquela experiência houve um sem número de construtoras que aceitaram que o Mundo estava a mudar e que a sustentabilidade é sinónimo de futuro das gerações. Desde os primeiros Leaf, aos híbridos da Toyota, passando pelo Miev da Mitsubishi, hoje em dia já existem várias opções consoante o uso que se quer: bicicletas, motorizadas, de passageiros, comerciais, locomotivas ou autocarro - e isso também é resultado do lobby dos cidadãos.

 

PS: Gostava de ter um Tesla! ;)

 

António Tiago Silva.

 

  

 

Fontes:

http://www.apve.pt/

http://www.ev.com/

http://www.howstuffworks.com/electric-car.htm

http://www.sonyclassics.com/whokilledtheelectriccar/

 

Fotos:

http://en.wikipedia.org/wiki/Electric_car

http://www.teslamotors.com/roadster

http://www.thestar.com/news/transportation/article/891679--no-time-to-convert-air-rail-train-to-electric-by-2015

publicado por greentalks às 16:33

Dos três anos a trabalhar em sustentabilidade posso partilhar que apesar de muitas vezes nos depararmos com iniciativas pontuais de responsabilidade corporativa e sem uma ligação aparente à actividade das empresas, a recomendação dos consultores passa pela definição de uma estratégia de sustentabilidade.

Esta estratégia não é mais do que um plano de acções que procura responder aos grandes desafios de sustentabilidade de determinada empresa. Para a definição de uma estratégia são necessários alguns elementos. De uma forma simples, numa primeira fase, de diagnóstico, é habitual proceder-se a um enquadramento sectorial e benchmark, e integrar directrizes de negócio e as expectativas dos stakeholders.

Fiquemos por aqui. A primeira ferramenta que apresento é “The Sustainability Yearbook” da SAM – empresa responsável por promover a sustentabilidade a partir dos mercados financeiros. Na edição de 2012, podemos encontrar por sector os líderes mundiais em matéria de sustentabilidade, pequenos enquadramentos e as principais temáticas que se colocam aos níveis social, económico e ambiental. O Yearbook da SAM é muitas vezes utilizado para caracterizar os desafios da sustentabilidade e identificar as empresas para benchmarking.

 

Por André Milheiro

publicado por greentalks às 15:02

A maior ETAR coberta do país, beneficia 756 mil habitantes, permitindo o tratamento e a desinfecção de todas as águas residuais provenientes de parte do município de Lisboa, incluindo a zona ribeirinha do Terreiro do Trigo, em Santa Apolónia, até Belém, e parte dos municípios de Amadora e Oeiras, contribuindo para dar um importante passo para as populações da Grande Lisboa poderem desfrutar de um novo Tejo, mais limpo e progressivamente requalificado. 

 

 

Situada no vale de Alcântara, zona urbana, a estação foi projectada pelos arquitectos Manuel Aires Mateus e Frederico Valsassina, com execução do consórcio Somague/Edifer/Hidrocontrato, e permitiu a requalificação e integração paisagística da estação, através de uma cobertura que reduz o impacto no vale de Alcântara e dá continuidade à ideia de espaço natural.

 

A ETAR de Alcântara dispõe de um tratamento de nível terciário, constituído por decantação primária lamelar assistida, biofiltração e desinfecção por radiação ultravioleta. O espaço é integramente fechado, ventilado e devidamente desodorizado, permite também o aproveitamento das águas tratadas para a lavagem de ruas e regas municipais.

 

 

 

Esta obra permitiu, em 2011, libertar o estuário do Tejo de grande parte da carga poluente que ainda era diariamente despejada no rio, com um projecto muito bem integrado paisagisticamente e com a melhor tecnologia disponível de tratamento, alguém se lembra ainda da ETAR anteriormente no local?

 

Fontes:

http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=650417

http://www.ordemengenheiros.pt/

Fotos: http://www.leonardofinotti.com/projects/etar-slash-alcantara

 

Susana Ângelo

publicado por greentalks às 10:31

01
Fev 12

Se o amor é sustentável? Alguns dirão que sim, outros dirão que não. Uma coisa é certa, com o aproximar do dia dos namorados há um apelo claro ao consumo um pouco por todo o lado e as lojas virtuais não são excepção.

 

Assim sugiro compras sustentáveis, mais amigas do mundo em que vivemos, para o dia de São Valentim, ou para outra tão boa ou melhor ocasião.

 

No World of Good (Mundo do Bem) podes encontrar dezenas de milhares de opções originais e cada produto tem rótulo Goodprint que te indica quais os seus atributos positivos. De entre as 4 seguintes, escolhe a categoria do rótulo com que te identificas, que achas que faz sentido ou que simplesmente prefiras, e procura o produto que mais te agrada:

 

Pessoas positivas

Para produtos que têm em conta o poder económico, a qualidade de vida, a educação e a preservação das tradições das populações.

 

Produtos amigos do planeta

Para produtos que têm em conta preocupações ao nível da poupança energética, da sustentabilidade dos seus processos de produção e da protecção e conservação do ambiente.

 

Produtos amigos dos animais e dos seus habitats

Para produtos que integram preocupações com o bem-estar animal e a preservação das espécies.

 

Doar por uma boa causa

Escolhe um produto que proteja a causa que preferes, para doares o valor a uma organização sem fins lucrativos.

 

O World of Good é um mercado online que, através do Ebay, fornece uma plataforma confiável onde as pessoas podem criar alterações positivas através do comércio. Cada vendedor é auditado por uma entidade externa que verifica o verdadeiro bem nos produtos disponíveis. Os consumidores podem fazer compras por categoria de produto, por vendedor ou mesmo por impacte social e ambiental. O sistema Goodprint permite, a quem entra na loja, procurar os produtos de acordo com as questões que mais lhes interessam.

 

Cada escolha que faças vai deixar uma boa marca! Vê mais em http://worldofgood.ebay.com/.

 

Boas compras,

 

Fonte: http://www.worldofgoodinc.com/; http://worldofgood.ebay.com/.

 

Por Maria Rebelo

publicado por greentalks às 23:21

No âmbito da comemoração do Dia Europeu Sem Carros, o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) de Tomar, promove o concurso "O Transporte Mais Eco-Louco de Sempre".

 

 

Este concurso destinado ao público em geral, tem como objectivo principal, incentivar os cidadãos, em particular os mais jovens, a serem agentes de mudança na relação com o ambiente. Sendo os meios de transporte responsáveis pela maior fatia de poluição das cidades, com as respectivas consequências na saúde, e a parte mais pesada do orçamento familiar, criar novas alternativas de mobilidade é um desafio a superar com inteligência mas também com criatividade e boa-disposição.

Os prémios atribuídos dividem-se em duas categorias: tecnologia (para a melhor solução de engenharia) e criatividade (para o veículo mais "louco").

Para mais informações consultem o portal da Câmara Municipal de Tomar

http://www.cm-tomar.pt/pt/conteudos/Camara+Municipal/Servicos+Municipais/Educação/Educacao+Ambiental/e56d389a-a6de-422c-81bc-bf33b5779afc.htm

 

Votos de boas ideias e de preferência sustentáveis!

 

Por Isabel Ambrósio 

 

publicado por greentalks às 16:44

Corria o ano de 1999 em que a Ford optou por obter a certificação Cradle-to-cradle em Michigan, Estados Unidos na sua unidade fabril de 5,5 hectares – durante o projeto foi concebido um telhado verde que assim absorvia e conduzia as águas da chuva, desenvolveu-se a fotoremediação que consistia em plantar espécies que decompunham componentes tóxicos decorrentes do processo fabril e, por fim, o bem-estar dos trabalhadores foi tido em conta uma vez que passou a haver luz natural dentro da fábrica.


Agora a Ford traz o conceito para a Europa onde, nas suas fábricas pretende reduzir a produção de resíduos em 70% e a água em 30% nos próximos cinco anos contribuindo assim para uma produção mais verde onde certamente será utilizado o know-how adquirido em Michigan, optimizando assim as fábricas na Bélgica, Espanha, Alemanha e mais três no Reino Unido traduzindo-se em poupanças anuais na ordem dos €2,3 milhões. 

 

Fontes:

Diário Económico, Ford anuncia plano de cinco anos para tornar fábricas europeias mais ecológicas, p 27, 31 Janeiro 2012

http://www.ionline.pt/mundo/ford-anuncia-plano-cinco-anos-fabricas-verdes

http://www.mcdonough.com/writings/restoring_industrial.htm   

 

Por Daniel Souza

 

 

 

 

 

publicado por greentalks às 01:15

O Green Screen Documentary é um dos prémios do Festival 
Internacional de Documentários de Amesterdão que, entre 
outros realça a consciência verde dos holandeses para o tema.

Em baixo segue o link da selecção de 2011, onde se pode ver 
vários trailers dos quais destaco algumas frases como


“O progresso da tecnologia ameaça a existência 
da humanidade”


“Nós temos de CONSUMIR menos”


“Somos recoletores da idade da pedra a utilizar 
software do séc XXI, a correr sobre hardware que 
não foi actualizado por 50 000 anos”


Trailers: http://www.idfa.nl/industry/Festival/program-2011/competitions/idfa-competition-for-green-screen-documentary.aspx
 
Por: Daniel Souza
publicado por greentalks às 00:51

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